SAÚDE DIGITAL NA FIOCRUZ – Monitoramento epidemiológico e espaço-temporal dos feminicídios, compreendendo a violência de gênero na floresta

A Fiocruz Amazônia, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e outras instituições, iniciou o primeiro Monitoramento Epidemiológico e Espaço-temporal dos Feminicídios na Amazônia. O projeto busca compreender a ocorrência, distribuição geográfica e características epidemiológicas dos feminicídios, utilizando ferramentas de saúde digital, estatística, geoprocessamento e vigilância em saúde. A iniciativa é financiada pelo Programa Inova Fiocruz, com apoio da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas) e da Fapero (Rondônia).
O Brasil registrou 1.410 feminicídios em 2022, o maior número desde a criação da lei do feminicídio em 2015, representando um aumento de 5% em relação a 2021. A proposta é dar visibilidade a esses crimes, muitas vezes subnotificados, e oferecer subsídios para políticas públicas de prevenção e proteção às mulheres. O projeto é interdisciplinar, envolvendo áreas como epidemiologia, geografia da saúde, direito e tecnologia da informação.
O Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi/Fiocruz Amazônia) coordena a pesquisa. Oficinas e encontros científicos estão sendo realizados para apresentar metodologias inéditas, protocolos e estratégias de análise. Espera-se gerar artigos científicos, formação de recursos humanos e relatórios técnicos que possam apoiar gestores e movimentos sociais. Em resumo, a Fiocruz está usando saúde digital e vigilância epidemiológica para mapear e compreender os feminicídios na Amazônia, com o objetivo de transformar dados em ações concretas de enfrentamento à violência de gênero.
Fonte: Saúde Digital na Fiocruz – Relatório do Grupo de Trabalho de Informação e Saúde Digital (Junho 2025)